quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

uma década passou, uma página da vida foi virada

Pois é. Já sabia que a sua vida há muito tempo, há anos aliás, não andava saudável, não era normal.
Lutou, conforme poude e foi capaz contra a indiferença, do marido, que no entanto não ouviu ou não quis saber dos seus argumentos.Estes anos têm sido complicados, e ela não era feliz há muito tempo. Chega um momento que já não dá para disfarçar, já não dá para fingir, nem para ignorar.
Já não conseguia sentir mais que era a outra, sem ser nada!
Ontem, foi o fechar "oficial" de um ciclo.
Foram a psicóloga dele, para terem uma conversa a três. L á em casa não se fala, não se discute e quando ela tentava falar era um diálogo de surdos.
Estavam casados desde 2001, e no entanto os seus natais nunca foram natais em família.
Isto é, foram natais em que ele passava om a ex-mulher, que no fundo não deixou de ser, embora ele diga que não, e em que ela estava com a sua família de verdade, que não percebia o motivo de não ter o seu marido a seu lado.
Nestes anos, muitas coisas se passaram, nem dá neste momento para contar, mas há sempre aquelas coisas que magoam mais do que as outras, e foi o que aconteceu.
Não estavam juntos na noite de Natal, mas no fim de ano, estavam em casa, e ela tentava imaginar que tinha uma vida dita "normal". Nunca foi.
Este ano , na tarde do dia 31/12/09, ele foi a consulta de psicologia em Lisboa, e não voltou para jantar com ela.
Ligou quando já não havia transportes , para ela poder sair, a dizer para não "contarem" com ele para o jantar, porque ele ia jantar com o filho, e depois ia levá-lo ao local onde ele ia fazer a passagem de ano.
Foi o fim.
Não lhe perdoou, porque não quis, e não podia..
Ele sabia que ela estava só. Que os filhos, tinham ido passar fora o fim de ano, e o que representa para ela aquela semana, e principalmente aquela noite.
Diz não ter querido vir para casa para o pé de pessoas que detesta.
Não são pessoas. É uma pessoa, chama-se Pedro, é seu filho e nunca lhe fez mal algum.
Disse-lhe entre outras coisas, que ela o deixou tratar a irmã como se ela fosse uma prostituta...
Ela não sabe como elas, coitadas são tratadas. Mas o Pedro, tem as guerras com a irmã como todos os irmãos têm, depois passa e tudo fica bem.Ele inventa problemas onde não existem.
Ontem no decorrer da conversa com a psicóloga, encerrou-se um ciclo.
O ciclo foi encerrado. Dói?, claro que sim.
É sempre triste encerrar uma história, que começou por ser uma história de amor...
Mas este ciclo foi fechado, está a ser fechado.
Agora é tempo de fazer o luto, e depois seguir em frente.
Ela, a minha amiga tem o direito a ser feliz. No fundo sempre se bateu por isso, e não vai agora desistir.
A vida é um ciclo. Fecha-se uma porta, outra se abrirá.
Tenho esperanças que a minha amiga, recupere rápido.
Eles vão partilhar o lar, vão tentar levar uma vida de casados, não casados, se assim se pode entender.
Talvez consigam no meio do caos, encontrarem a felicidade que a dois não conseguiram, não puderam ou não foi possível encontrarem.
Torço pela minha amiga.
Que esta década lhe traga aos poucos um pouco de paz e de serenidade. E com ela o amor e a ternura que ela precisa e anseia.
silvya

Sem comentários:

Enviar um comentário